sábado, 6 de setembro de 2014

Sábado








Ao fim-de-semana gosto de preparar pequenos-almoços assim, com a mesa cheia das coisas boas que todos gostamos. Domingo é o dia em que sabe melhor este mimo, depois de no sábado, como hoje, ter acordado bem cedo, de ter ido ao mercado comprar flores frescas, compotas caseiras que compramos à mesma senhora desde sempre, as frutas na mesma banca, da senhora de cabelos brancos e sorriso aberto que me lembra a minha querida avó Sofia, o café da loja da Mariazinha, as revistas e o jornal no quiosque da Biarritz e esta vida de bairro que adoro.
Gosto de fazer as panquecas preferidas dos miúdos, o sumo natural de melancia, ou morango ou das laranjas mais doces do nosso querido sul. Gosto de ter pão fresco, de ter tempo para fazer o meu, de preparar um bom café e aromatizar a cozinha com o melhor cheiro do mundo. Gosto deste ritual de poder acordá-los sem pressa, de deixá-los despertar a um ritmo lento e de lhes preparar muito mais do que um pequeno-almoço que adoram. Gosto de investir o meu amor nestas pequenas coisas. E sei que os sorrisos deles são o melhor sol que recebo, e que também me alimenta, em cada manhã de comunhão à mesa.

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