terça-feira, 10 de dezembro de 2019

parar e respirar *


isto *

«Quando se acredita que a vida não pode ser resumida às simples acções mecânicas do dia a dia e sabemos que tudo é possível enquanto não tivermos prova do contrário. Quando sorrimos para vida independentemente da natureza dos acontecimentos, quando sabemos que a escuridão não existe sem luz e que esta última está sempre disponível para nós, se quisermos vê-la. Quando entendemos que a vida transforma-se quando aceitamos mudar a nossa forma de pensar, independentemente da idade, da situação social ou geográfica, independentemente do que temos ou somos. Então, tudo pode acontecer. Se muitos estão sempre à espera do pior, eu procuro o que me faz feliz. E se falhar, é para encontrar uma nova forma, mas pertinente e mais assertiva, de construir o meu caminho.»
jean-pierre oliveira

em tudo *


segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

a contar os minutos *


o farol da minha vida *

Meu querido núcleo duro dos afectos. Aquele que está sempre lá para mim. Aquele para quem vou a correr contar as coisas boas que me acontecem. Aquele que me ouve e abraça, sempre, com uma paciência feita de açúcar. Aquele que faz acelerar o meu coração, iluminar o meu olhar, renovar a esperança nos dias melhores. Com eles, por eles, ao lado deles tudo o mais perde importância. Volto a acreditar que é este o caminho certo. Reforço a gratidão, a força e a fé. 
Porque, afinal, este meu núcleo duro, tão forte, tão presente, que não abre mão de mim por nada, é a forma bonita que a vida encontrou de me dizer o quanto torce por mim, a forma bonita como a vida me prova que são estas pessoas-de-bom-coração que fazem a diferença [toda] nos meus dias [todos].

bússola *


domingo, 8 de dezembro de 2019

é hoje *


casa *


«Para lá da porta há sempre um espaço que é único. Para trás fica a rua, as gentes com quem nem sempre te apetece cruzar, a pior das rotinas a que te é imposta, os ruídos, os atropelos, os desencontros, as caras fechadas, o frio ou o vento que nem sempre te apetecem abraçar. Para lá da porta, do lado de dentro, há só tu ou nós, há aromas que só tu reconheces porque são teus, a essência perfeita que resulta dos banhos, dos perfumes, da roupa da tua cama, das alfazemas e sabonetes que têm as tuas gavetas, do teu ph e do teu adn. Há uma claridade que sabes que vem de ti, das cores que escolheste para te receber todos os dias. Há a nostalgia de alguns dias misturada com a alegria de outros. De vez em quando há vozes e risos. De vez em quando há silêncios momentâneos e em certos dias há silêncios profundos. Há a luz indireta dos teus candeeiros e a quente das tuas velas. Há a espessura dos teus edredons e dos teus turcos e um cheiro que te conforta num banho de espuma. Há a textura das tuas paredes, as confidências que só elas sabem e os seus inúmeros amparos. Para lá da porta há sempre um espaço que te recebe e que é o verdadeiro mundo. Aquele que desenhaste milimetricamente para quando fechas a porta deixar do lado de fora o avesso de ti.» | Margarida Brito |

planos para hoje, para a vida toda *


sábado, 7 de dezembro de 2019

agradecer *


a luz bonita das minhas coisas simples.

p.s:

«Escreva suas vontades num papel. Desenhe planos e rotas mirabolantes para atingir seus objetivos. Fale eles em voz alta. Faça desenhos, rabiscos, escreva na areia ou coloque dentro de garrafas e jogue ao mar. Faça qualquer movimento que te coloque em contato com suas vontades e te obrigue a olhar para elas, sempre que possível. Sonhe alto, porque no fundo, dá o mesmo trabalho de sonhar baixo. Seja irracional na medida certa e corajosa sem medidas. Não temos garantia de nada e por isso mesmo nosso maior compromisso precisa ser com a gente mesma.» 

| Lua Fonseca |

2 dias de muito, muito *


sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

quase lá *


de dentro para fora *


recomeçar a partir das janelas que abro para a vida. arrumar o-lado-de-dentro e alinhar o foco. recentrar, refocar, repensar. refazer algumas coisas. voltar a olhar para elas com mais distância e com mais profundidade. nem sempre podemos fazer o que nos apetece, mas sim o que é preciso. e há fases em que é preciso parar e não pedir nada, só agradecer. e confirmar que - do lado de dentro - está tudo certo.  

a dias de voltar a casa *


domingo, 1 de dezembro de 2019

d o m i n g o *


planos para dezembro ( e para a vida ) *

1. em dezembro não quero pedir nada. quero agradecer tudo.
2. quando der por mim a reclamar da vida, quero saber parar. parar e mudar.
3. e depois repetir que a vida não é sobre reclamar de braços cruzados. a vida é sobre ir lá e fazer. e se cair, paciência. levanta-te e tenta de novo.
4. sou eu quem define o que me define. e sou eu que sei o que faço e como o faço. 
5. sou agradecida pelo que tenho e isso não é igual a não lutar pelo que quero.
6. os que estão ao meu lado, os que puxam pelo melhor de mim e os que me dizem quando erro são os que me merecem sempre. os outros tanto me faz se vão à frente ou atrás.
7. comparação: é favor sair.
8. gosto da vida que vivo. e a minha basta-me.
*
9. aprendi a ser menos dura comigo mesma. a abraçar-me mais. a proteger-me mais. a ser mais minha amiga. eu primeiro está certo. é bom. é bonito. é auto-cuidado. traz leveza ao mundo. e clareza cá dentro.

querido dezembro *


sábado, 30 de novembro de 2019

obrigada, novembro *


Das muitas voltas que a vida dá e dos planos que se alteram e modificam. Dos caminhos que se cruzam com o nosso e das pessoas que caminham ao nosso lado, na mesma procura desta geometria simples da felicidade. Das cruzadas que todos temos de enfrentar, do exercício de gratidão que devia ser diário e da ajuda irrefutável que a psicologia positiva nos dá. Temos uma grande capacidade de adaptação a novas circunstâncias, a novos planos, a novas pessoas e a novos desafios. Somos muito mais fortes e optimistas do que pensamos e temos maior nível de resiliência do que imaginamos. Ultrapassamos obstáculos difíceis, deixamos que a nossa vida mude, tomamos decisões que nos transformam e, no fim, percebemos que somos muito mais felizes assim, ainda que, lá atrás, no dia em que tudo parece desmoronar, não tenhamos conseguido perceber que depois de toda e qualquer tempestade chega sempre a bonança.

resumir novembro *


sexta-feira, 29 de novembro de 2019

e o resto, vem *


agarro em tudo que me acontece ( de bom e de mau ) para escrever sobre a vida, sobre o sentido da vida, sobre a diferença (boa ou má) que podemos fazer na nossa vida e na vida dos outros, sobre aquilo que nos move e aquilo que de verdade importa. agarro em todos os que comigo se cruzam ( os bons e os outros ) para depurar o que guardo no coração, para me focar nas alegrias pequenas e renovar a esperança, para repetir a mim mesma e aos muito-meus que o Bem é sempre o caminho mais luminoso. e que é ele que dá sentido à matemática infalível da vida: nem sempre vamos conseguir fazer as pazes com o mundo. mas devemos sempre ( tentar ) estar em paz com o nosso mundo de dentro. 

ainda dá tempo *





quinta-feira, 28 de novembro de 2019

quase, quase...


a minha lista preferida *

gosto.
do silêncio puro, dos dias compridos, de abraços demorados, de conversas eternas, das janelas todas abertas, da luz da manhã e do entardecer, de fotografias e de paredes cheias de histórias, de um céu muito estrelado no meu Sul, do barulho do mar e da maré vazia, da cor púrpura no céu, de surpresas e de milagres, de optimismo e alegria, da casa cheia de amigos, de estar comigo, das rotinas que apaziguam, de branco e azul, dele muito mais do que ninguém, de saber que ele sabe isso, de mãos fortes, de beijos na testa, de riscos brancos no céu, do cheiro a limão, do cheiro a canela, de alecrim, tomilho e alfazema, de todas as flores, de sol, do cheiro de nívea, de ir mais longe com alguém, de ver pessoas felizes, de descobrir soluções, de ficar em casa, de adormecer no peito de quem amo, de Pedro & Sofia, do Amor- de-A-grande, de rezar, de agradecer, de ter comigo os que mais amo, da protecção das minhas avós, da minha sorte, das minhas bençãos, do amor dos meus amigos, de música e de livros, de boa comida e de cozinhar, de ir, de voltar, de uma cozinha cheia de luz, do número 8, da palavra Mãe, de Mallu e de Maria Gadú, de Caetano e Chico, de uma cama feita de lavado, de estar na praia até ser noite, de um amor infinito de quatro patas, de escrever, de dar, de levar esperança, de acreditar nos outros, de querer o bem, da verdade e da cumplicidade, de lugares sagrados, do Alentejo, de Lagos e de Tavira, de histórias de pessoas, de ser irmã, de amar e ser amada, de crer, de recomeçar, e da minha fé em cada lugar de mim. 
da vida, todos os dias.

certezas *