sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

parar e respirar *


dias em que gosto de ( me ) repetir *

ter razões para ser feliz e não as esconder. não acreditar em impossibilidades e juntar no lugar certo do peito a força da vida para dias de adversidades. distanciar do mundo quando ele desfoca e saber que é assim que se vê melhor. subir ao ponto mais alto (de nós) e tirar uma enorme fotografia da vida. melhorar aqui e ali, mas sobretudo do lado de dentro. agradecer a sorte do amor que vive ao nosso lado todos os dias. nunca (lhe) dar menos do que aquilo que temos e, assim, encontrar sempre um lugar bonito para onde voltar.  
somos nós que decimos o que queremos ser. e eu decidi ser feliz. um dia de cada vez. 

ouvir o que vai cá dentro *


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

das pequenas coisas da ( minha ) vida *


ciclos *

ao longo da vida vamos tomando decisões. umas pequeninas, fáceis e pouco barulhentas, outras gigantescas, dolorosas, que levantam poeira, abanam estruturas, rasgam janelas em nós, mudam a nossa vida para sempre. fazem-nos perceber, logo ali, a nossa verdade e o caminho que queremos seguir. quase sempre, e porque abrem espaço para o novo, fazem doer, fazem arder, mas trazem com elas uma bula: ensinam que o que arde cura.
ao longo da vida vamos aprendendo que, às vezes, é bom ficar sem tecto para ganhar estrelas [e um dia aprendemos a agradecer por isso]. vamos descobrindo que a pergunta certa para (quase) tudo é para quê, e não porquê. que o conforto de não arriscar dar um passo – à frente, ao lado, ou atrás - é ficar para sempre a meio caminho. e que quando, dentro do turbilhão dos dias, não conseguimos perceber o que queremos, devemos tentar prestar atenção àquilo que não queremos.
ao longo da vida, vamos percebendo (e, com tempo e amor, aceitando) que, muitas vezes, só depois do desespero vem a paz.

a soma de todos os passos *


terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

my north, my luck *


num mundo ( muito ) particular *

uns chamam-lhe desalento, outros as marcas da vida. para uns é uma lufada de ar fresco, para outros um formigueiro na alma, um beliscão na coragem, um ponto de viragem que chega do nada (ou do tudo) e nos arranca do pior cenário de todos: nem feliz, nem infeliz: a aguentar. 
enquanto reflectimos sobre as voltas que a vida dá e sobre as lições que, muitas vezes só entedemos muito tempo depois, percebemos que, às vezes, quando não sabemos o que mudar, é altura de mudar tudo. 
somos pessoas feita de camadas. sabemos que há coisas na vida para as quais nunca vamos estar preparados e que é aí que entra a diferença entre a fé herdada e a fé vivida. que podemos cair muito, mas é nesse cair que aprendemos uma das regras fundamentais da sobrevivência: se a vida ainda não nos deu o que queremos, é porque não é disso que precisamos.

p.s:


sábado, 1 de fevereiro de 2020

parar e respirar *


para esta semana *

semana de tempo bom. lá fora e cá dentro. e já não era sem tempo.  já merecíamos a bonança nos dias e no coração. já nos devíamos este arregaçar das mangas, este adeus às roupas (e às coisas) pesadas, esta certeza de que na vida não nos faltam opções, falta-nos coragem para escolher, e este mantra: ‘’a cota de paciência para tudo (e todos) o que é mais-ou-menos esgotou, volte noutra vida’’. 
esta semana fomos mesmo felizes. e seguimos agradecidos. muito (mais) crentes num lema:  
às vezes, a vida precisa de pausas. e de um (bom) tempo. 

foco, foco, foco *


sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

obrigada, janeiro *


(re)ler para não esquecer *


que o teu coração te ensine a tentar, a arriscar, a não desistir de acreditar. que te repita – baixinho - que há sempre uma nova saída, uma nova oportunidade, uma nova maneira de ver e de fazer as coisas darem certo.
que o teu coração te lembre que para tudo há sempre um novo (re)começo, uma nova luz e uma nova lufada de esperança pronta para te levar a caminhos e a corações bonitos.
que o teu coração te ensine a não duvidar da luz que tens, e que te ensine a confiar na força desta certeza: o tempo tudo resolve. que isto te baste para acreditar que um dia tu vais (lá) chegar.

de outra forma, é só teoria *



quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

parar. e respirar. *


resumos da matéria dada *

Perdi-me e obriguei-me a parar. Tive medo e obriguei-me a continuar. Deixei para trás todos os mapas, aqueles que só me mostravam estradas já percorridas. Segui em frente a acreditar no tempo certo de tudo o que é importante. Levei comigo duas mãos cheias de amor e a [única] bússola que me guia pelo lado certo da vida.
Recomeçar é uma palavra de esperança. Acreditar, um verbo de força. O optimismo nasceu [sempre] do lado de dentro, e a subida que eu sabia difícil, foi, no final, muito gratificante. Depois, a vida veio e recompensou todas as quedas, todas as lágrimas, todas as feridas e cicatrizes. Não me trouxe nada de tangível [importa?], mas chegou com tudo o que é  apenas comparável à alegria de chegar a casa depois de muito, muito tempo fora

todos os dias *


quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

parar e respirar *


é sorte. mas somos nós que a fazemos *


respiro fundo. inspiro a certeza de que tudo está certo e expiro a confiança que tenho em mim, em Deus, no Universo. vivo com (cada vez) mais calma. acredito que mereço coisas boas e foco-me nisso.  descomplico em tudo. relativizo o ruído. conheço-me. sei-me em paz. e agradeço. porque confio. porque sigo | sempre | as minhas respostas. porque não me alimento de queixumes e porque não tenho paciência para calimeros. todos os dias afino o meu radar-detector de pessoas e ‘’coisas’’ tóxicas. mantenho-me a uma boa distância de segurança. nem sempre consigo. mas como sou a arruda e a espada-de-são-jorge da minha vida, quando me falha o radar a vida intervém, a selecção natural acontece e, na minha bolha segura, ficam (só) as pessoas-alecrim, as pessoas-menta, as pessoas-que-me-fazem-bem. 

sempre *


terça-feira, 28 de janeiro de 2020

tudo *


descomplicar *


descomplico e deixo ir. simplifico e abraço o fim. acredito que há princípios que começam com outros fins e que vale a pena ouvir o sussurro tímido do coração quando nos diz para seguir em frente. mesmo com medo, ir. acredito que ser simples custa mais do que tudo o resto. custa tudo o que temos. mas essa busca da simplicidade, que implica fechar tantas portas, outras tantas janelas que só trazem para a nossa vida correntes de ar, faz-nos redescobrir a coragem que temos, e que muitas vezes é apenas fazer o caminho de volta para o nosso próprio coração. e descubro que a (minha) serenidade é sentir que a vida cabe no instante presente. E que consigo fruir no conforto de não sentir falta de nada.

e aqui *