sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

parar. e respirar. *


desta semana *

(re·cu·pe·rar)
verbo transitivo
| readquirir forças, energia e alegria. restaurar. consertar. continuar depois de uma interrupção. |
*
o verbo que se colou à minha vida nas últimas semanas. a quase urgência de virar a página e de deixar para trás os impasses. o mantra interiorizado - também isto vai passar
como tudo, tudo é uma questão de tempo. e quem passa por tempestades não se esquece da bonança. o que perdi nos dias em que andei perdida, não foi verdadeiramente perder. nunca se perde o que nunca foi  nosso. 

assim, simples *


quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

crer para ver *

chega uma altura em que a vida exige mais de nós. dá-nos muito, mas exige-nos muito também. nesta altura, é imperativo segurar as rédeas do que está a acontecer. sair da moratória que foi preciosa para esperar por este novo ciclo e acertar o compasso para ir adiante, para deixar o conforto da morada interior, para avançar na direcção de um novo estádio.
chega uma altura em que é preciso agradecer o precioso tempo de quietude que a vida nos deu. de agradecer aos que foram paz e força neste tempo de espera. e de acreditar que agora é hora de ir e de confiar. de caminhar com fé de que está tudo certo. e de repetir muitas vezes: aconteça o que acontecer, continua a ir atrás do que queres e do que mereces receber.

amor. próprio. *


terça-feira, 14 de janeiro de 2020

o que se ouve, o que se lê & o que se vê por aqui *

‘’Accogliere. Essa palavra é linda demais. Acolher e aconchegar são primas. Porque é quando estamos reunidos, juntos, que podemos nos abraçar, agasalhar, proteger, amparar, confortar. Quando viajantes vão ao encontro do seu destino, por mais que queiram se aventurar, se perder, têm no íntimo o desejo de, em algum instante, aconchegarem-se. Ser acolhido é o destino ideal de quem voa. E nossa família, você sabe, filha, nossa família voa. Quando a gente finalmente chega a terras firmes, corações quentes, abraços bons, a gente se reencontra com a razão que rege a nossa emoção. Ir e vir é só desculpa para chegar (lá ou cá) e ganhar acolhida, aconchego. Nesses últimos dias pousamos nos corações certos. ‘’
do seu pai | 

# a música

# os livros

# as séries & filmes

como 1 + 1 *


segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

tudo, tudo, tudo *


re co me ça *

tomei esta decisão há seis anos (fará seis anos em setembro, sempre setembro). fui devagarinho, com passos pequeninos, uns mais seguros, outros completamente a tremer. disse e repeti a mim mesma: se acreditas, confia. se acreditas, tenta. se acreditas, não desistas. 
falava (falo) de mim para mim. inspirava-me (inspiro-me) com a minha coragem e o meu salto de fé. abraçava-me (abraço-me) a cada superação. dizia vai miúda! em cada novo degrau que a vida me fazia subir. dava-me colo em cada queda que me fazia partir. e repetia como um mantra: todos caímos, nunca tenhas vergonha de tentar e falhar. 
tive sempre boas pessoas à minha volta. boas energias. gente do bem que acredita em mim. soube soltar a mão de quem-não e de quem-nunca. cuidei de mim e do meu coração. fui boa para mim quando escolhi ouvir (muito mais) a minha intuição. 
hoje, quase seis anos depois, agradeço-me. digo e repito a mim mesma: obrigada por tudo!
sim, ainda há (e vai haver sempre) dias em que a ansiedade das contas para pagar, do tempo que me falta para tudo o que me proponho fazer, da pressão dos outros, da minha pressão, dos sacrifícios, da força que acho que tenho que ter sempre, dos nãos que oiço tantas vezes, dos dedos apontados que alguns tentam disfarçar, dias em que essa ansiedade e a dúvida querem fazer morada no meu peito. mas nesses dias-assim-assim, lembro a mim mesma o que me prometi naquele primeiro dia do resto da minha vida: coisas boas acontecem a quem não perde a fé. 

todos os dias *


domingo, 12 de janeiro de 2020

em cada domingo, amor *


escrever para nunca esquecer *

«Não há passos divergentes para quem se quer encontrar». Diz, e tão bem, o Jorge Palma. Assim como, acrescento, não há pessoas certas ou erradas, mas sim as que querem ficar. As que chegam por uma razão e ficam por muitas. As  que nos fazem sentir saudades do que ainda vai ser. As que ensinam o nosso coração a descansar, sossegado, feliz. As que nos fazem sentir em casa, descalços, livres e leves. As que são parceiras de jornada e que nada cobram, nunca. As que nos obrigam todos os dias a tomar a única decisão constante: ser feliz.
O plano é cuidar bem de quem é verdadeiro, e deixar o resto passar. O plano é aprender que o final feliz somos nós, e só nós, que escrevemos. Sempre.


sábado, 11 de janeiro de 2020

das nossas manhãs *

habituei-me a esta rotina que me faz bem, que funciona como uma espécie de centro, de chão, de oxigénio. por mais horas que pudesse ficar na cama, e podia ficar mais um bom par delas, gosto de acordar bem cedo, de preparar tudo para eles, de tomar o pequeno almoço com eles, de abraçá-los e entre beijos e recomendações acreditar numa espécie de magia que os protege (não deixar nada por dizer, nada por fazer). 
acredito muito que podemos não saber como os dias terminam, mas podemos escolher como eles começam. E isso, muda tudo.

assim *


sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

parar e respirar *


dias ( muito ) bons *

no fundo, todos nós  queremos ser felizes. e só queremos ter ao nosso lado quem nos queira bem. e  queremos acordar todos os dias a acreditar que tudo vai ser melhor. e  queremos confiar que o melhor acontece quando menos esperamos. e também  queremos aprender a respirar, a esperar, a aceitar, a perdoar, a levantar, a recomeçar, a descomplicar. 
no fundo, todos nós só (c)queremos que a vida dê certo. confiando que a esperança não é  (um)a esperança. é tudo. 

resumo da semana ( para a vida ) *


quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

agradecer *


le ve za 2.0 *


vai ganhando leveza dentro de ti. faz um exercício de desapego todos os dias, como uma promessa a ti mesmo. sabe esperar, tem paciência, valoriza a distância e aprende a ter recuo de tudo o que te parece nublado.  sente o pulso e a real dimensão que as tuas dúvidas têm quando te obrigas a sair um pouco da roda onde corres todos os dias. 
«tudo tem o seu tempo. e é esse tempo que prepara o coração. não precisas de pressa, precisas de fé. no tempo certo tudo se ajeita.» 

le ve za *


quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

parar e respirar fundo *


#vaiacontecer


estar no momento certo, à hora certa. achar o norte. saber que direcção tomar. ter a coragem de arriscar. sair da zona de conforto, pensar fora da caixa, deixar de lado o «porquê?» e passar a pensar em «porque não?». ninguém precisa de certezas estáticas. o que precisamos é de aprender uma nova fórmula. aquela com que nos reinventamos. porque haverá sempre o dia em que nasce uma manhã luminosa, depois de muitos céus escuros. haverá sempre o dia em que «não importa o tamanho dos apertos, nós aprendemos a criar espaço.»

nunca esquecer *