sexta-feira, 28 de abril de 2017

lista para o fim-de-semana ❥

este texto:
«A verdade é que não me falta nada. E isso é tão bom de pronunciar, que o melhor mesmo é dar-lhe a volta sem medo e dizer de coração cheio que tenho tudo. Temos muito medo de afirmar plenitudes de felicidade, não vá a vida esnobar sobre os sonhos futuros. Mas o que eu mais aprendi nas pequenas conquistas da vida é a não ter medo de exaltar a felicidade dos dias. E assumi-lo sem escrúpulos como um agradecimento enorme à vida.» 
*
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» créditos imagem | her simplicity

desta semana*

há caminhos da vida que são muito mais longos. como algumas das escolhas que fazemos e como algumas das pessoas-luz que acolhemos. precisar de cada vez menos é a forma de estar na vida que nos assenta cada vez melhor. e é assim, e é aí, que nos sabemos felizes. 
enchemos os dias de amor e é com Ele que afastamos nuvens cinzentas que (ainda) pairam por aqui. o destino é para a frente e, apesar de tudo, Fé é o que temos sempre a nosso favor.
das poucas (raras) certezas absolutas que guardamos no peito e nos nossos dias, há duas que são como um mapa para tudo o que ainda queremos ser e fazer:
ter coragem não é igual a não ter medo. e ser feliz não é igual a não ter dias maus.
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| depois de toda e qualquer tempestade, a vida devolve (nos), sempre, dias de sol |

» créditos imagem | grace on grace 

espírito de sexta-feira*


quinta-feira, 27 de abril de 2017

sobre muito (muito!) talento, pequena maravilha*

segue a tua resposta*

há dias que passam a uma velocidade galopante, que nos ultrapassam sem pedir licença ou desculpa. dias em que a vida acontece por cima dos nossos planos e troca-os todos. 
aprendemos, juntos, a agarrarmo-nos à única certeza que nos basta: de nos termos na vida um do outro, de nos entendermos e conhecermos tanto e tão bem, de nos agradecermos por sermos ombro, mão e colo na vida um do outro.
e então, nos dias em que a vida nos atropela, nos deixa de costas coladas ao chão, nos dias em que podíamos aproveitar a queda para fazer uma lista de coitados-de-nós, aprendemos a ficar quietos, a lado a lado, mão na mão, a olhar para o lado certo [e menos óbvio] de tudo o que nos acontece: há estrelas que só percebemos que existem quando perdemos o tecto.
*

fraqueza não é mostrar, é esconder*



quarta-feira, 26 de abril de 2017

uma fotografia por dia ❥


e um longo suspiro de saudades destes dias, desta paz, deste lugar

des·com·pli·car

(des- + complicar)
verbo transitivo
tornar menos complicado; desfazer ou diminuir uma complicação. ≠ COMPLICAR
| solucionar, resolver, procurar meios de concluir, procurar deixar tudo bem, não atrapalhar nem atrasar o bom andamento de uma tarefa, evento, da vida. |

* 
descomplicar anda de mão dada com aceitar, com acreditar, com confiar. 
aceitar que, às vezes, é preciso parar. acreditar que, se preciso for, é bom dar uns passos atrás para depois continuar. confiar nas escolhas que fazemos, e perceber que querer um novo caminho é tão diferente de desistir.
descomplicar também é cuidar. é gostar muito dos outros mas nunca nos esquecermos de nós. é respirar até o ar todo do mundo entrar. e prometer a nós mesmos que, de agora em diante, não voltamos a duvidar no que de bom merecemos - e vai chegar.
descomplicar é deixar a fila andar. é encolher os ombros para o que possam dizer sobre este (novo) modo de estar. é acalmar, desapegar, recomeçar.

tão isto, que podia ser sobre a minha vida*

«Acredito em milagres e na forma como mudam o mundo. Acredito na fé e no bom coração. Aquele que só de acreditar faz acontecer. Acredito tanto em milagres que a minha vida gira em torno deles. Porque sei, que só estar viva é em si um milagre. 
De todas as vezes que me disseram que não era capaz, que não fazia sentido e tentaram convencer-me de que nem valia a pena tentar concretizei os meus sonhos, chorei tudo o que tinha que chorar e fui atrás deles.
(…) Acredito na verdade do coração para criar vida no mundo. E acredito em chances pequenas de grandes sucessos. Porque sei, que quem quer muito algo de bom para o mundo, consegue.»

sobre mudar e recomeçar*




segunda-feira, 24 de abril de 2017

às vezes, dás passos atrás | mas é para ganhar balanço*

enquanto fazemos muitos planos, a vida acontece e troca-nos as voltas. diz-nos ‘’alto e pára tudo’’ e obriga-nos a uma saída forçada da roda onde corremos todos os dias. nesses dias, nem vale a pena lutar com ela. às vezes, eu – e metade do mundo - numa teimosia que quero disfarçar de persistência, finjo não ver o que está bem à minha frente, e mantenho um pé na roda. é óbvio que, não tendo os super-poderes da mulher elástica, acabo por me desequilibrar e por me estatelar no meio do chão.

‘’aceitar e confiar’’ – sussurra a vida. e eu, depois de cair e de dar cabo dos joelhos, dou-lhe razão. e então, deixo-me ficar no mais puro silêncio interior. dou-me dois dias para arrumar a casa de dentro. escrevo tudo o que vai cá dentro e prometo-me não voltar a esquecer que na vida real todos os caminhos são feitos de pedras e de flores. escolho – porque é assim que quero viver - dar mais importância às flores, mas não me posso permitir esquecer que são as pedras que mudam tudo dentro de nós. mesmo que quem nos veja de fora possa achar que continuamos iguais.

lema de vida*





domingo, 23 de abril de 2017

ao domingo a mãe faz ❥

acordei cedo, como todos os dias, mas hoje deixei-me ficar. espreguicei-me como um gato, respirei fundo como um monge, meditei dez minutos, agradeci o dia, li meia dúzia de páginas do meu livro novo, dei beijos em bochechas quentinhas, dise-te amo-te baixinho. andei descalça pela casa, senti o meu chão firme e seguro, repeti-me que tudo está certo, que tudo sempre fica certo, espreitei o sol na varanda, ouvi os passarinhos, mimei o meu Sal, tomei um duche demorado, cuidei da minha pele, olhei-me ao espelho, repeti a mim mesma a palavra mágica, pus música a tocar, rodopiei aos acordes de ''boat behind'', bebi água com limão, pus uma cafeteira de café fresco ao lume, preparei a mesa, as flores, o cesto do pão, a massa das panquecas e fiz papas de quinoa com framboesas. eles acordaram. dei e recebi abraços. disse obrigada à vida. 
*
papas de quinoa com mel e framboesas
1/2 chávena de quinoa
2 chávenas de água
½ chávena de bebida de arroz
1 colher de chá de açúcar mascavado
1 colher de chá de canela em pó
mel (a gosto)
1 mão cheia de framboesas frescas
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levar ao lume a quinoa e a água até ferver. reduzir o lume e cozinhar com o tachinho tapado durante 10/15 minutos (ou até a água estar absorvida). juntar a bebida de arroz, o açúcar, a canela. mexer bem e deixar cozinhar mais 5 minutos.
retirar do lume, deixar arrefecer um pouco e servir com o mel e as framboesas frescas.
(às vezes, junto uma boa colher de iogurte grego)

» créditos imagem | maggy daisy

resumo de domingo(s)