domingo, 18 de agosto de 2019

todos os domingos *


resumo de domingo(s) *

acordar sem despertador e não custar a levantar. agradecer por uma noite de sono inteiro e a cabeça no lugar. fechar os olhos. pensar numa coisa boa. guardar 10 minutos para foco no essencial. sentir o coração agradecido. um coração agradecido sabe porque é que é feliz. tomar um duche sem pressa, preparar um pequeno-almoço preguiçoso. desligar do mundo. dar abraços. perder a conta aos beijos. repetir-me na gratidão. fechar os olhos. pensar numa coisa boa. gostar dos nossos dias muito bons. aceitar os muito maus. lutar para que doam menos. gostar de rotinas. das nossas rotinas. precisar delas para sentir o chão. respirar fundo. um coração agradecido sabe porque é que é feliz.
é domingo. cheira a amor. e eu fiz panquecas de limão.  

escolhe bem a tua tribo *


sábado, 17 de agosto de 2019

tudo *


pequeno lembrete da vida *

quando uma tempestade ruge através da floresta, fazendo saltar tudo no seu caminho, é a árvore profundamente enraizada na terra que não cai. nas pessoas, é o músculo de recuperação a que chamo o Músculo da Fé-em-Mim que nos ancora e nos dá força para ficar de pé quando os ventos do medo, dos ses, dos mas, ameaçam derrubar-nos.
há sempre duas formas de viver a vida: 1. presos ao medo | 2. agarrados à coragem (apesar do medo).
ter a coragem de desistir do que te faz mal é ser mais forte. ter a coragem de dar tempo ao teu coração para cicatrizar o que doeu (e aceitar o que não tem volta) é ser mais forte. ter a fé do teu lado e olhar para os piores dias que já passaste e ver como  sobreviveste a todos, é ser mais forte.
não te preocupares tanto com a forma como os outros saem da tua vida, é acreditar que o mundo gira e que mais à frente vais poder dizer a ti mesma: obrigada. 

p.s: és muito mais forte do que pensas. e pessoas fortes são como o bambu: muitos ventos podem tentar derrubá-lo, mas ele permanece, sempre, de pé.

sempre *


sexta-feira, 16 de agosto de 2019

parar e respirar *


resumo do resumo *

#1. há um momento em que olhar para trás é fundamental para percebermos o quão fortes, corajosos e resilientes somos. esta semana parámos para agradecer tudo o que vem pela frente, todos os frutos bonitos que começamos a colher nascidos das sementes que fomos plantando com amor, dedicação e paciência ao longo de um (longo) ano. 

#2. somos muito mais do que aquilo que os outros pensam de nós. e esta premissa é fundamental na hora em que dúvidas, medos, ansiedades e inseguranças teimam em querer sentar-se ao nosso lado. esta semana o lado Luz voltou a ser mais forte, a ser maior, a acrescentar mais amor, a trazer novos caminhos, a construir pontes e a encolher os ombros ao(s) que preferem construir muros. 

#3. o mais simples é, quase sempre, também o mais importante. e tantas vezes o maior desafio da vida está em ver [tudo e todos] para além do óbvio.  esta semana foquei-me no que de bom me aconteceu e abstraí-me de tudo o que foi menos bom. sei que é esta a leveza que todos precisamos de carregar no peito. e também sei que, no resto, é deixar que a vida faça o que de melhor sabe fazer: pôr cada coisa [e pessoa] no devido lugar. de tudo, fico somente com o que me traz calma à alma e paz ao coração. 

aprender todos os dias *


quinta-feira, 15 de agosto de 2019

respirar *


sempre do lado de dentro *

é assim o verão. dias inteiros a deixar o sol entrar. dias inteiros a ceder à vontade do corpo em acordar de mansinho, a ceder ao pedido da alma por este tempo de espreguiçar. respirei. fez-me tão bem parar. fez-me tão bem sacudir a poeira dos dias, reorganizar prioridades, conjugar o silêncio cúmplice, ouvir muito mais do que falar, deixar-me estar, deixar-me mimar. não há nada mais frágil do que um coração fora de nós. mas, como em tudo na vida, um dia acordas, olhas e já passou, já sarou. 
é assim o verão. chega para ensinar que (toda) a luz é uma bênção. e que o essencial vive sempre do lado de dentro.

sem tretas *


quarta-feira, 14 de agosto de 2019

coisas bonitas que li *

«da soleira da porta eu olhava-os em silêncio e recordava o abraço que os envolvera há 8 anos. nessa altura, junto à porta do quarto deles, eu decidi que queria para mim uma história de amor como aquela. um amor à séria, daqueles que nos mostram com quem podemos contar nos bons e maus momentos. daqueles que concretizam as palavras que nos habituamos a ouvir no cinema – na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, todos os dias da minha vida. e decidi que queria viver 30 anos com a mesma pessoa e sentir algo assim, viver algo tão genuíno como o quadro que se desenhava à minha frente. ontem, tal como há oito anos, da soleira da porta, eu olhava-os em silêncio e reaprendia o verdadeiro sentido da vida.»
| in, portas basculantes | 

sobre foco *


terça-feira, 13 de agosto de 2019

planos para a vida toda *


sobre tudo aquilo em que acredito *

‘’Posso desistir de tudo, mas não desisto de mim. Desisto do que me faz estar em esforço. Desisto do medo. Desisto da dor. Desisto dos amores falhamos e mal amados. Nunca desisto de mim.  Desisto do que não gosto. Desisto do que me faz mal. Desisto do que não consigo ser ou fazer. Não sou perfeita. Mas nunca desisto de mim. Desisto do difícil. Do amargo e do que me deixa endurecida e segura. Mas nunca desisto do que é verdade para mim, dentro. (...) É quando não consigo decidir entre o que é certo ou errado, que não perco tempo em pensamentos filosóficos acerca do que devia ou não fazer. Se não sei, não sei. E desisto. Deixo que a vida me mostre o caminho. Nem sempre forço a decisão. Porque o caminho decide-se caminhando. E não há certos ou errados. Há escolhas. Com as suas consequências. E por isso, que as consequências das nossas escolhas nos tragam coração leve. Não necessariamente porque “fizemos o certo” mas porque essencialmente “demos o nosso melhor”. E o nosso melhor pode ser assumir “não sei”. E não sei tantas vezes… então paro. Desisto. E deixo que a vida me leve. E assim tenho a certeza, que nunca desistirei de mim.’’ 

para melhor *


segunda-feira, 12 de agosto de 2019

( tudo. )


# tantas vezes o óbvio é tão simples que (nos) confunde.

«O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite (...) É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.» 

| josé saramago | 

a começar ( bem ) a semana *


domingo, 11 de agosto de 2019

bonito é saber amar. muito, muito. *



praia da aguda | verão, 2019

resumo de semana ( e de vida ) *

semana de tempo bom. lá fora e cá dentro. e já não era sem tempo.  já merecíamos a bonança nos dias e no coração. já nos devíamos este arregaçar das mangas, este adeus às roupas (e às coisas) pesadas, esta certeza de que na vida não nos faltam opções, falta-nos coragem para escolher, e este mantra: ‘’a cota de paciência para tudo (e todos) o que é mais-ou-menos esgotou, volte noutra vida’’. 
esta semana fomos mesmo felizes. e seguimos agradecidos. muito (mais) crentes num lema: 
às vezes, a vida precisa de pausas. e de um (bom) tempo. 

domingo, sul & sol *


sábado, 10 de agosto de 2019

agradecer *


toda a luz das minhas coisas simples.

num mundo ( muito ) particular *

parte I – do princípio
todos precisamos de alguém na vida que nos olhe nos olhos, nos segure nos ombros, nos dê um beijo na testa e nos diga, com a maior certeza do mundo: 
não importa o que és ou como és. não importa que nome têm os teus erros, em que morada vivem os teus medos, quantas vezes os teus olhos se enchem de mar, se são muros ou montanhas que te assustam.
 eu, vou estar sempre aqui, ao teu lado.

planos para a vida toda *