quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

planos para o dia*

um workshop & um brunch de natal
o primeiro workshop no lugar onde sou mais feliz, o último do ano na minha cidade querida. nove pessoas, uma mesa bonita, todas as coisas boas que preparo para os nossos domingos, hoje em forma de abraço para este grupo querido.
e depois o Sal sempre por perto, e a minha luz preferida, a nossa música, o nosso conforto, um bocadinho da nossa paz, e preparar, em conjunto, um bocadinho de 2017. 
um workshop & um brunch de natal no lugar onde sou mais feliz. 
hoje, vai ser um dia muito bonito. -

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

coisas boas na minha vida ❥

Porto  
[com esta pessoa-sol do meu lado esquerdo]

tão isto, que podia ser para ti [meu filho] ❥

«Teresa,
amor é um remédio efervescente que se vende na esquina, não precisa de receita, não tem tarja, não tem contra-indicação. Vende na farmácia das moças de branco, na padaria do senhor com lápis na orelha, amor se vende na banca de revistas caindo aos pedaços com a porta de ferro que encerra as tardes quando desce – e passa-se um cadeado inseguro para proteger o conhecimento disponível para o dia seguinte. Toma-se com água, normalmente, mas temo que possamos ter inventado um jeito novo de ingerir. A seco. Amor bruto na boca, derretendo acidamente, borbulhando nas papilas gustativas, explodindo em pequenos fragmentos para desligar no tobogã-esôfago até chegar na boca do estômago – frio na barriga – e ser finalmente absorvido pelo nosso corpo, que cura. Não há milagre no amor. É sobre eficácia: o corpo recebe o remédio, assimila e nos devolve a saúde. Os doentes descrentes preferem o ódio homeopático e distribuem-no gratuitamente no trânsito, nos elevadores, nas filas, em tudo que se move sobre duas pernas há potencialmente gotas de desamor. Pobres pacientes terminais. Guarde no bolso, filha, a bula. E ao se deparar com esses outros, ofereça a pastilha efervescente.
Do seu pai,
Pedro

[o meu] lema de vida*





terça-feira, 6 de dezembro de 2016

da vida para ti, sobre os teus 366 dias *

às vezes fui dura, mas tu aprendeste a dar-te mais valor. às vezes fiz-te chorar, mas tu aprendeste a ser mais forte. às vezes empurrei-te para a frente, mas tu aprendeste o tempo certo de avançar. às vezes puxei-te para trás, mas tu aprendeste o tempo certo de parar. às vezes demorei a responder, mas tu aprendeste o quanto vale o verbo esperar. às vezes tirei-te o tapete, fiz-te falhar e recomeçar, mas tu aprendeste que por ti e para ti vale sempre a pena tentar. em todos os dias e nas mais pequenas coisas, fiz-te ver, perceber e aceitar que a vida passa rápido demais. que não dá para fingir, que não dá para fugir, que não dá para não querer sentir. - ❥-

[para os próximos novos 365 dias: # não-parar-não-acomodar]

sobre o próximo dia 13*


* [ou: vai-e-escreve-tu-o-teu-final-feliz]

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

coisas boas na minha vida ❥

Lisboa  -

[com a maravilhosa Isabel Saldanha, do meu lado esquerdo]

o que virá, e o que será*

nada te impede de tentar. nada te impede de acreditar. se não souberes como resolver, deixa ficar. não te agarres às dúvidas, aos medos e àquele nó-cego de não saberes (ainda) do que és capaz. confia no tempo que tudo faz. repete(te) que, aos poucos, ele vai saber encontrar a resposta que (esse incerto) desfaz. ouve-te de peito aberto. cerca-te de luz, cerca-te de muito mais luz. larga as ilusões do que não és. despe-te de capas, de escudos, de filtros. deixa as gavetas todas abertas e a porta do coração escancarada. arrisca doer, arrisca viver. sabe que todos os dias tudo muda. e que o mundo avança sempre que trocas esse-tudo-que-é-afinal-nada pela coragem de seres uma ave rara: a que abre a gaiola e vai ser feliz. -

dezembro | 5 *

[coming home for christmas...-

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