quinta-feira, 28 de maio de 2020

a contar os dias *


essenciais para os próximos dias *


os meus rapazes sempre por perto. tempo só para nós. uma praia quase deserta. uma lancheira preparada para cuidar da nossa fome até ao último raio. um enorme chapéu de sol. os protectores-BFF’s da nossa pele. água, muita, muita água e o meu chá frio de todos os dias ( limão, hortelã, gengibre e canela ). pranchas e mais pranchas. o livro da semana. inspirar e respirar o cheiro delicioso da serra. na luz do entardecer apanhar (mais) flores. agradecer à natureza por tanto que nos dá. aproveitar cada segundo destes dias de uma nova ‘’normalidade’’ como quem agarra a vida com as duas mãos. 

acredito muito! *


quarta-feira, 27 de maio de 2020

coisas muito bonitas que li *


Plantar dá trabalho. E parece muito com o exercício de sonhar. Começamos com a escolha do que vai ser plantando. Deve ser uma muda que te desperte alguma coisa: uma lembrança, uma vontade, um querer. Plantar sem saber o que vai dá pode não ser uma boa opção, já que cada planta demanda uma determinada atenção e intenção.
Depois, a gente prepara a terra. Tem que limpar, colocar adubo e deixar ela fértil. Terreno árido não floresce. É preciso abrir espaço na terra para a possibilidade, para a vida acontecer. Nessas horas, mãos cheias de afeto e fé são bem vindas. Acreditar é sempre a
melhor opção.
Aí vem as sementes ou a muda. Um pedaço de vida que precisa ser nutrida por um conjunto de coisas: a terra, o sol, a chuva, o homem. Todo mundo trabalhando junto para o florescer acontecer. E aqui, a espera se mistura com a vontade, com a ansiedade. Mas a natureza tem seu tempo e paciência é ouro. Mas não só. Quando a gente coloca uma semente no solo, é preciso trabalhar duramente para ela vingar. Temos que ter atenção, cuidado. E isso vai nos acompanhar até que as raízes estejam firmes, fincadas do chão.
A planta que brota nos convida a acreditar no mundo. A vida acontece apesar de tudo. E que lindo isso. | Lua Barros Fonseca

simples *


terça-feira, 26 de maio de 2020

pequena lista de gratidão *

#1. a fé. o meu ponto de chegada e o meu ponto de partida. em tudo e para tudo. o meu lugar de abrigo, de conforto, de esperança, de amparo, de uma ternura que vem de um lugar que não se explica. o meu coração aberto à Luz, sem nada esconder, sem nada temer. a certeza de haver tanta estrada para andar e de ouvir a vida mandar [sempre] levantar e continuar.

#2. as voltas que a vida dá. doa o coração aquilo que doer, nunca devemos tentar convencer alguém a ficar na nossa vida. quem gosta fica, simples assim. quando não é simples, quando não traz sossego, não é amor, é apego.

#3. as dúvidas resolvidas, as respostas trazidas.
o açúcar dos meus dias: o começar e terminar sempre dentro do mesmo abraço; a fé que me carrega quando a força me falta; viver na Luz, na comunhão, na espessura e na bravura dos que, como eu, nunca, por nada, deixam de acreditar.

mantra de todos os dias *


segunda-feira, 25 de maio de 2020

parar e respirar *


(re)ler para não esquecer *

#1. aqui e agora.  estar presente e trabalhar o foco para permanecer no momento que estamos a viver. respirar lentamente e, ao expirar, deixar ir todas as coisas que nos preocupam. manter um post-it colado no espelho da nossa vida: a perfeição mata a diversão. nada (e ninguém) é perfeito. um grande viva! à vida real, às pessoas reais, à comida real, ao amor real, a tudo o que nos traz alegria, mas também dias virados do avesso, e dias tristes, e dias de ansiedade, e dias sem rumo e tudo o que uma boa viagem-de-vida tem dentro. abraçar a imperfeição e ser feliz no hoje.

#2. abrir espaço no peito para o amor próprio. acreditar mais em nós mesmos. enfrentar medos com um abraço a nós mesmos, com a coragem de sorrir todos os dias para nós mesmos, com a força que vem da alegria de viver esta vida que é a nossa, com tudo o que tem de bom e de mau. amar a pessoa que somos, cuidar de nós, protegermo-nos, cercarmo-nos de pessoas que nos elevam e encorajam. confiar nelas: não é por acaso que as vida as trouxe até nós.

#3. resiliência, uma forma de estar na vida. é muitas vezes nos momentos mais sombrios que se revelam as nossas maiores forças. as pessoas resilientes sabem que só o são por causa dos grandes desafios que tiveram de enfrentar. e sabem que o seu foco nunca poderia estar na forma como evitavam cair, mas sim nas soluções que foram reinventando para se levantarem, uma e outra vez. ninguém sabe o que é a coragem se só tiver vivido coisas boas. e ninguém sabe o quanto é amado e querido até ao dia em que perde o receio de pedir ajuda, de pedir o apoio das pessoas da sua vida.

trilhar caminho, sentir orgulho *


domingo, 24 de maio de 2020

num mundo ( muito ) particular *


há certezas que se reforçam e outras que se perdem. há pessoas que são só história(s) e outras que farão ( para sempre ) parte da nossa história. há amores/amigos que desejamos ter na vida, e há o Amor/Amizade que desejamos ser na vida. há os que estão, não mudam e vão. e há os que apenas são e assim continuam a ser para nós: na conjugação coerente e tão honestamente vulnerável do verbo ser, acreditam connosco que o agora é sempre fruto das escolhas que fizemos, que fazemos. e que todos devíamos viver na certeza de saber que estamos exactamente no lugar onde merecemos estar.
o que somos e os que temos ao nosso lado, basta-nos.

*


sábado, 23 de maio de 2020

a contar os dias *


força e foco e fé *

quando olhamos para um problema e acreditamos que haverá sempre uma saída, criamos condições espirituais favoráveis para que as soluções apareçam. é uma questão de energia. acreditar que é possível e ter fé em nós mesmos, mobiliza recursos incalculáveis e faz nascer das entranhas do nosso ser uma força capaz de nos fazer transpor quaisquer obstáculos. no sentido inverso, quando descremos de nós mesmos, os nossos caminhos fecham-se, a nossa sua criatividade desaparece, a nossa luz apaga-se, a nossa energia enfraquece-se. quando acreditamos em nós mesmos, uma luz interior acende-se, ganha força e todos os caminhos que percorremos são iluminados pela certeza da nossa resiliência, da nossa resistência e da força invencível que todos (e todos mesmo) temos.

escolhas *


sexta-feira, 22 de maio de 2020

a contar os dias *


planos para o fim-de-semana ( e para a vida ) *

limpar a cabeça, respirar fundo, abraçar o ar, aproveitar as coisas simples da vida. ir buscar energia positiva ao nosso lado A, somar força para seguir viagem. organizar ideias e afastar pensamentos cinzentos, fazer reset à máquina e medir distâncias do novelo em que tantas vezes andamos enrolados sem nos apercebermos. e, na verdade, acabamos por perceber que as preocupações não são assim tão gigantes, nem tão enlaçadas. e que na vida tudo se resolve. com tempo, espaço e ar. no amor pelo qual aprendemos a esperar. e a viver. serenamente.

geometria da vida *


quarta-feira, 20 de maio de 2020

a contar os dias *


do que peço à vida *

que me livre de tudo o que me impeça de ser feliz. que me rodeie de pessoas de bem com a vida. que me continue a provar que duas linhas não se cruzam à toa - e que nem sempre as perdas são verdadeiras perdas. que me acalme a alma quando tiver de deixar ir quem foi importante para mim. que seja leve quando tiver de me (re)ensinar que há coisas que não dependem da minha vontade, que nada dura para sempre ( nós só fingimos que não sabemos... ), e que há uma linha que separa o tempo das reticências do tempo das vírgulas e do tempo dos ( necessários ) pontos finais.

sobre leveza *


terça-feira, 19 de maio de 2020

parar e respirar *


o que guardo de bom *

a vida é feita de chegadas e de partidas, de lugares e de pessoas onde apetece ficar para sempre. quando vou e quando volto guardo cá dentro esta certeza bonita de saber que existem lugares (e pessoas) onde vou ser (sempre) bem-vinda, onde vou ser sempre cuidada, abraçada, protegida, muito amada. lugares e pessoas que fazem o meu coração sentir-se em casa. e o meu coração é assim um lugar cheio de gratidão. pela vida que tenho construído, pelos caminhos que tenho seguido, pelas escolhas que, a cada dia, têm sido mais honestas e alinhadas com minha essência, com a minha verdade.
a vida ensinou-me a olhar e a seguir sempre em frente. mas há dias, fases, ciclos, em que gosto de parar, olhar para trás e ver os lugares e as pessoas para onde quero sempre voltar.

sempre *