quinta-feira, 21 de junho de 2018

sobre deixar ir, e sobre tudo aquilo em que acredito*


«Há tantas pessoas que perdemos pelo caminho. Que achamos insubstituíveis. E que não sabemos que precisamos de deixar ir. Muito do que tenho aprendido pelo caminho é que quando se cumpre a missão da vida da pessoa na nossa, ou saímos nós, ou ela sai. Há uma sensação de perda. Mas o que se devia sentir era vitória e gratidão. Porque um passo foi dado de superação. Sei que é difícil entender, principalmente quando essa pessoa nos faz falta e não entendemos porque já não está connosco. Mas a verdade é, que no fundo, tudo se cumpriu como tinha que ser. E não há mais nada a fazer a não ser celebrar a vitoria que só se torna visível porque o espelho deixou de existir. Isto porque todas as pessoas à nossa volta espelham partes de nós. Por excesso ou por defeito. E nada podemos mudar nisso. Apenas ter uma humildade enorme para olhar para dentro. Cumprir a nossa parte, deixar ir o que não se importa connosco e seguir em celebração pelo feito. De termos conseguido seguir em frente, sem que a falta nos moa. Para que possamos encontrar lá na frente. Tudo o que nos basta.» | bárbara leão de carvalho