quarta-feira, 18 de novembro de 2020
terça-feira, 17 de novembro de 2020
sobre resiliência e resistência, isto *
não tenho tempo e nem disponibilidade emocional para
coleccionar rancores ou arrependimentos. estou sempre tão focada em resolver,
que não tenho tempo para remoer. não tenho espaço sentimental para as azedas da
vida. apanho-as, como toda a gente, pelo caminho que sigo; mas dou-lhes a
volta, usando uma técnica de malabarismo mental entre a aceitação (do que não
posso mudar) e a persistência (pelo que acredito que está nas minhas mãos).
sei que há batalhas que me exigem ser soldado na
trincheira da frente, e guerras onde fico apenas sentada no gabinete de
estatística a contar as perdas. sei também que há momentos em que fico a meio
das duas posições, à espera de sentir um sinal de fumo a sair do mapa que me
guia. Reconhecer onde estou neste momento, já é por si um conforto.
quarta-feira, 11 de novembro de 2020
é escolher não ficar parado. é escolher não ficar só a ver. *
quando encontramos o lugar onde
somos adequadamente úteis e com os valores "alinhados", todas as
razões são boas e pertinentes. quando arriscamos ir para mais longe ‘’de nós’’
e da nossa zona segura (de conforto, de colo, de tudo o que é familiar, certo,
estável, ali à mão), a vida mostra-nos que podemos ser ainda mais felizes,
felizes sem querer e quando menos esperamos. «simplesmente» porque nos
descentramos de nós e somos capazes de viver apostados na felicidade dos
outros. ajudar os mais frágeis é um imperativo moral, um movimento interior que
apanha balanço no grande milagre que é, apesar de todos os obstáculos da vida,
continuar a acreditar e a lutar.
quinta-feira, 5 de novembro de 2020
isto *
a vida ensina-nos todos os dias como nos devemos equilibrar e
restaurar. ensina-nos tudo sobre os ciclos que precisamos de iniciar, aprender,
aceitar e encerrar. ensina-nos tudo sobre os pequenos gestos de bondade que
aumentam o optimismo e a autoestima. e ensina muito sobre o poder dos nossos
pensamentos e de como (e quanto) o pensamento positivo pode mudar os nossos
dias. a vida, todos os dias, dá-nos várias pistas sobre o que é fundamental
para viver bem: não ficar parada e não parar de acreditar.
segunda-feira, 2 de novembro de 2020
mantra para todos os dias *
quinta-feira, 29 de outubro de 2020
de 2009, para sempre*
Esqueces os
dias em que parece que nada faz sentido. Esqueces as vezes em que as grandes
mudanças são precedidas de caos. Esqueces que continuas a iludir-te com os
outros e a confiar de peito aberto. Esqueces que a lei do retorno funciona.
Sempre. Esqueces que estás longe de quem muito amas, que não tens certezas e
que nada é garantido. Esqueces que não sabes, que podes demorar para saber, que
o dia ainda vem longe e que nem sempre quem espera alcança. Esqueces que a vida
às vezes (muitas vezes) nos troca as voltas, que quando menos esperas te dá nós
cegos, que o tempo que tanto pedes te escapa entre os dedos e que (muitas
vezes) esse tempo não passa de uma grande armadilha. Esqueces o que
mais queres, o que menos queres, o que podes, o que tens, o que mereces, o que
te prometem, o que dás. Esqueces tudo, e esqueces serenamente, quando
te lembras que o mais importante da vida já tens. É teu. Tão teu. Só
teu. E quanto a isso, nem crise,
nem medos, nem dúvidas, nem preocupações, nem incertezas, nem distância, nem
saudade, nem apertos no peito, nem nada nesta vida te pode tirar. Nada. E é
desta certeza inabalável que são feitos os teus dias. Os de hoje.
E os de amanhã.
quarta-feira, 28 de outubro de 2020
isto. tudo. *
outono.
muito antes da mudança de estação, as nossas mudanças.
muito antes do que diz o calendário,
o que diz o nosso coração.
ajeitar o que falta. refazer o que
espera. crer no que perdura.
deitar a cabeça no teu colo e saber
que é ali o tempo certo – equinócio ou solstício.
ser caminho paralelo, seguir lado a
lado, ter nos teus olhos a certeza de que o amor verdadeiro espera sempre um
pouco mais pelos abraços atrasados.
aquilo que verdadeiramente me
importa é a palavra Amor. aquela que na tua voz e no teu sorriso, substitui o
meu primeiro nome.
e é nesse equinócio [tão doce, tão
meu] que os dias e as noites se enchem de luz.








