quinta-feira, 25 de junho de 2020

terça-feira, 23 de junho de 2020

parar e respirar *


resumo dos últimos dias *


«Faz parte do processo interior destes dias pensar a sério. Olhar carinhosamente para as cicatrizes que são uma marca que nos dá carácter e ir tratando todos os dias das outras, das feridas ainda abertas. O confronto interior é uma coisa bem difícil, mas não é inconciliável com a leveza. Se possível, acrescenta-lhe sentido, sustenta-a ainda mais. Em mais um paradoxo, o que acontece é isto: somos ainda mais inteiros nas coisas, ficamos ainda mais felizes com aquilo que sempre nos fez felizes, gostamos ainda mais de gostar. É isso.» | coisas d'amar |

cuidemos uns dos outros *




sexta-feira, 19 de junho de 2020

isto *


Nesse dia, lembrei-me do que nos permite mesmo ficar a salvo de todas as desilusões do mundo: fazer nascer coisas boas a partir de coisas más.” | mar queirós de araújo

sexta-feira *





quinta-feira, 18 de junho de 2020

parar e respirar *


retrógado *

dormir menos. manter um sono vigilante. ver o sol nascer quase todos os dias. vestir roupa de conforto. ler e-mails acumulados, organizar a agenda e a cabeça. preparar café e pão de banana. alimentar-me do silêncio que me sabe a fotossíntese. sentir o Amor-de-A-grande nuns abraços pequeninos com uma força tão grande. olhar à minha volta e agradecer por (no meio de algum caos) estar tudo tão certo. trabalhar até mais tarde porque é preciso compensar os dias. levar vários encontrões. lembrar-me que também a vida é feita de encontros (e de encontrões). não mudar de lado ou de passeio. adaptar-me ao lugar onde estou para chegar ao lugar onde quero estar. ‘esquece isso do pé direito’, repito a mim mesma. há dias, semanas, meses e anos em que é preciso entrar com os dois pés. e com a lua a nosso favor. (não te demores muito, Mercúrio. )

só para lembrar *


quarta-feira, 17 de junho de 2020

a contar os dias *


isto *

vive mais feliz quem acredita que nada na vida acontece por acaso. que nenhuma volta do mundo é à toa. que nenhum sofrimento é em vão. que as quedas que damos são do tamanho da força que temos para nos levantarmos. que somos muito mais fortes do que pensamos, mesmo quando só o percebemos quando a vida não nos mostra outra saída. que para cada um de nós há [algures e à nossa espera] um amor-para-sempre. que o tempo da vida é o certo, mesmo quando parece demorar tanto. e que tudo o que nos acontece vem para nos tornar pessoas melhores.

da força e da fé *




sexta-feira, 5 de junho de 2020

#11


amor, amor *


amamos o que amamos. a razão não se intromete. de muitas formas, o amor menos sensato será o mais verdadeiro. qualquer um conseguirá amar uma coisa “porque”. é tão fácil como guardar uma moeda no bolso. mas amar alguma coisa “apesar de”, conhecer os defeitos e amá-los também, é algo raro e perfeito...

meu tudo *


quinta-feira, 4 de junho de 2020

*


do que ( me ) importa *


que tenhamos a humildade para compreender que somos grandes, quando somos pequenos. que tenhamos sempre a grandeza, de agradecer por tudo o que temos, porque mesmo não tendo tudo o que gostaríamos, teremos sempre tudo o que precisamos. que os nossos sonhos sejam grandes, mas que jamais deixemos de nos contentar com o pouco.  que tenhamos consciência e discernimento, para permanecer em silêncio, quando nada de bom puder ser dito. que a nossa vida seja uma trajetória bonita, de resiliência, de superação, de aprendizagem e evolução.

resgatar coragem e confiar na vida *


quarta-feira, 3 de junho de 2020

parar e respirar *


isto *


«To love. To be loved. To never forget your own insignificance. To never get used to the unspeakable violence and the vulgar disparity of life around you. To seek joy in the saddest places. To pursue beauty to its lair. To never simplify what is complicated or complicate what is simple. To respect strength, never power. Above all, to watch. To try and understand. To never look away. And never, never to forget.»

- Arundhati Roy, The Cost of Living