quinta-feira, 18 de junho de 2020

retrógado *

dormir menos. manter um sono vigilante. ver o sol nascer quase todos os dias. vestir roupa de conforto. ler e-mails acumulados, organizar a agenda e a cabeça. preparar café e pão de banana. alimentar-me do silêncio que me sabe a fotossíntese. sentir o Amor-de-A-grande nuns abraços pequeninos com uma força tão grande. olhar à minha volta e agradecer por (no meio de algum caos) estar tudo tão certo. trabalhar até mais tarde porque é preciso compensar os dias. levar vários encontrões. lembrar-me que também a vida é feita de encontros (e de encontrões). não mudar de lado ou de passeio. adaptar-me ao lugar onde estou para chegar ao lugar onde quero estar. ‘esquece isso do pé direito’, repito a mim mesma. há dias, semanas, meses e anos em que é preciso entrar com os dois pés. e com a lua a nosso favor. (não te demores muito, Mercúrio. )

só para lembrar *


quarta-feira, 17 de junho de 2020

a contar os dias *


isto *

vive mais feliz quem acredita que nada na vida acontece por acaso. que nenhuma volta do mundo é à toa. que nenhum sofrimento é em vão. que as quedas que damos são do tamanho da força que temos para nos levantarmos. que somos muito mais fortes do que pensamos, mesmo quando só o percebemos quando a vida não nos mostra outra saída. que para cada um de nós há [algures e à nossa espera] um amor-para-sempre. que o tempo da vida é o certo, mesmo quando parece demorar tanto. e que tudo o que nos acontece vem para nos tornar pessoas melhores.

da força e da fé *




sexta-feira, 5 de junho de 2020

#11


amor, amor *


amamos o que amamos. a razão não se intromete. de muitas formas, o amor menos sensato será o mais verdadeiro. qualquer um conseguirá amar uma coisa “porque”. é tão fácil como guardar uma moeda no bolso. mas amar alguma coisa “apesar de”, conhecer os defeitos e amá-los também, é algo raro e perfeito...

meu tudo *


quinta-feira, 4 de junho de 2020

*


do que ( me ) importa *


que tenhamos a humildade para compreender que somos grandes, quando somos pequenos. que tenhamos sempre a grandeza, de agradecer por tudo o que temos, porque mesmo não tendo tudo o que gostaríamos, teremos sempre tudo o que precisamos. que os nossos sonhos sejam grandes, mas que jamais deixemos de nos contentar com o pouco.  que tenhamos consciência e discernimento, para permanecer em silêncio, quando nada de bom puder ser dito. que a nossa vida seja uma trajetória bonita, de resiliência, de superação, de aprendizagem e evolução.

resgatar coragem e confiar na vida *


quarta-feira, 3 de junho de 2020

parar e respirar *


isto *


«To love. To be loved. To never forget your own insignificance. To never get used to the unspeakable violence and the vulgar disparity of life around you. To seek joy in the saddest places. To pursue beauty to its lair. To never simplify what is complicated or complicate what is simple. To respect strength, never power. Above all, to watch. To try and understand. To never look away. And never, never to forget.»

- Arundhati Roy, The Cost of Living

as melhores pessoas *


terça-feira, 2 de junho de 2020

( resumir ) o meu mundo particular *


as coisas importantes da vida não chegam com um golpe de sorte ou um truque de magia. são o resultado - sempre inacabado - de muita resiliência, de muita atitude positiva, e de uma vontade férrea de ser absolutamente feliz. guardo uma profunda gratidão à vida por me ensinar (e obrigar) a viver os meus sonhos.

cuidar muito bem do lado de dentro *


segunda-feira, 1 de junho de 2020

vamos voltar *


tudo *

gosto de encontrar em cada dia uma razão para ser feliz. todos os dias. sempre dentro de mim. sempre no lugar mais profundo e mais sagrado de mim. sempre na força e na positividade do meu poder interior.  sempre no ponto cardeal onde tudo começa e onde tudo termina: o amor. sempre no equilíbrio entre o meu lado sombra – que abraço e não nego (ou renego) – e o meu lado luz, que cuido, protejo e depois partilho. gosto de gostar. gosto de gostar de mim. gosto de gostar dos outros e faço-o muito bem porque gosto primeiro de mim. e gosto desta simplicidade que vou conquistando com foco, com ternura, com longos abraços a mim mesma e às minhas imperfeições. gosto ( muito ) das coisas simples, das pessoas simples, de tudo o que é de verdade, natural, cru, genuíno, da terra, sem filtros, sem edição. gosto de dizer o que sinto sem ter de falar, numa linguagem que só os de amor entendem, num silêncio que une os que vivem na mesma sintonia, numa forma de estar que é, cada vez mais, a minha forma de ser. gosto mais de gestos do que de palavras ( as que são tão fáceis de dar e tão fáceis de (re)tirar ). gosto deste sentido apaixonado com que vivo a vida. e eu sempre gostei dela, da vida. e eu sempre fui apaixonada por ela, a minha vida. mas a idade, as coisas e as pessoas, deram-me esta consciência mais profunda e séria do valor que tem o namoro doce, lento e sem urgências que quero ter com a vida, com os dias que a vida me traz. repito todos os dias o quanto gosto de gostar. sem ses nem mas. apenas e só com tudo o que é, com tudo o que sou.

todos os dias *


domingo, 31 de maio de 2020

resumir maio ( e a vida ) *


por tudo o que veio e ficou. por tudo o que foi e não voltou: obrigada.