sexta-feira, 30 de junho de 2017

desta semana*

esta semana os meus dias foram pintados de verde e azul. foram abraçados pela generosidade das pessoas maravilhosas de São Miguel. foram marcados por trilhos dentro do coração de uma natureza única. foram abençoados pela alegria e harmonia inspiradora das vaquinhas-felizes-dos-açores, por milhares de acácias, de hortênsias, de camélias, de um mundo de flores. foi deslumbrada por cascatas, lagoas, serras e picos esbatidos num cinza que guarda todos os segredos destas ilhas.
cada despertar foi um momento de sossego. e de gratidão. de um respirar fundo com calma e tranquilidade que motivou o mote que trouxemos gravado na pele: viver [mais] devagar.
obrigada, São Miguel. obrigada, muito obrigada, açorianos queridos. - -

» créditos imagem [ilhéu de vila franca] | ismael raimundo

amén*




quinta-feira, 29 de junho de 2017

resumir muito amor numa fotografia ❥

pessoa que só me faz bem. pessoa que me faz rir muito. pessoa que me protege em longos abraços. pessoa que dança comigo. pessoa que me dedica músicas e que [ainda] me escreve cartas. pessoa que me encoraja quando ando em círculos à volta de mim. pessoa com uma paciência infinita para os meus dias zangados. pessoa que me dá o melhor que tem, sempre. pessoa de bom coração. pessoa de muito bom coração.
pessoa indispensável na minha vida. - -

viver [mais] devagar*

durante muito tempo acreditei que todas as lutas valiam o esforço, que todas as batalhas eram para eu responder ‘’presente’’, que todas as perguntas tinham uma resposta, e que todas as pessoas mereciam o meu tempo. 
depois, aprendi a guardar a minha energia para aquilo que me é caro: o meu coração em paz, a minha saúde forte, as minhas pessoas felizes, o  meu tempo precioso. 
hoje, sei encolher os ombros para os rótulos, para os padrões que outros tentam impor, para as opiniões [perigosamente] generalizadas, para as pessoas que estão sempre à procura de guerras, para o que é suposto ser-se. 
| é no caos que descobrimos quem somos, o que queremos e do que somos capazes. |
com muito amor e com muita paciência fui aprendendo a trabalhar a minha intuição, a verdadeira voz do meu coração. e sempre que sinto (na pele) o aviso que ela me dá, sei o que devo fazer: 
parar. respirar. e ir. sem olhar para trás. - -

» créditos imagem | simply living

plano para ser feliz*


# nem todas as lutas valem a pena.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

palavra preferida: a z u l *


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deixa o tempo dizer*

nem todos os ventos sopram para te derrubar, nem todas as pessoas chegam para te magoar. os ventos fortes e as pessoas-em-forma-de-lição passam pela tua vida para te livrar do que tu, por medo ou por apego, não consegues dizer não. e às vezes [tantas vezes] só consegues entender isto quando tudo já passou.
seja o que for, seja onde for, seja com quem for, acalma o teu coração, vira-te sempre de frente para o sol, e confia.
| nenhum floco de neve cai no lugar errado |
deixa que a Vida faça aquilo que sabe fazer melhor: dar voltas. e tornar-te mais forte. 

» créditos imagem | the noisy plume

coisas-boas-acontecem*



* quando não desistimos de acreditar que elas existem e que as merecemos. - -

terça-feira, 27 de junho de 2017

resumir ''I'm in love'' em fotografias*






lagoa das sete cidades | são miguel | açores

tão isto, que podia ter sido escrito por mim*

«Viver uma vida feliz não é uma questão de sorte. É uma questão de escolha. E da coragem que é preciso ter para se escolher sempre o que se ama. E mais ainda, para se largar o que dói. Tenho uma seta que sigo muito: a da alegria. Insisto em tudo o que me gera bem-estar. O que me eleva o espírito. Esses momentos são pequenas ou grandes montras que nos vão encaminhando para os lugares emocionais certos nas nossas vidas. Para mais tarde darmos por nós e estarmos a viver uma vida de sonho. Só porque nos aventurámos a seguir o coração. Todos os dias. Através dos pedaços de alegria que ele nos foi lançando para que pudéssemos compreender que para seguir é preciso confiar e insistir, no que nos faz realmente bem.» | bárbara leão |


» créditos imagem | maria guedes

Om para todos os dias*


segunda-feira, 26 de junho de 2017

f o c o *

escolhas. de força, de coragem, de resiliência, do coração. de ser capaz de enfrentar o que vem pela frente e de me focar só no lado bom do que for.
saber que às vezes a vida vai doer prepara-me para ser mais forte. e sou. serei sempre. tenho gravado no meu adn uma vontade férrea de lutar todos os dias para ser feliz. não vivo presa ao que poderia ser, nem firmo nenhum compromisso com ses.
faço escolhas. de pessoas, de planos, de vida. e mesmo quando tudo me parece perdido e sem sentido, aprendi que é a vida a dar tempo para que as coisas certas aconteçam nas alturas certas.
a minha âncora chama-se fé. e não há montanha nenhuma que Ela não me ajude a subir.

mantra para esta semana*


sábado, 24 de junho de 2017

gostamos de fotografar a vida*





Nos caminhos por onde nos leva, nos lugares que nos fazem bem, nas pessoas que guardamos dentro, nos abraços que nos ligam, nos sorrisos que nos dão certezas, e na fé de ter no amor, sem filtros nem edição, a nossa maior religião. - -
lagoa do fogo | são miguel | açores

sexta-feira, 23 de junho de 2017

lista para o fim-de-semana ❥

«Uma luz qualquer que está sempre. Uma luz qualquer que se alimenta do invisível e do indizível. Do efémero que é um paradoxo porque persiste afinal. Uma luz que se fosse verbo seria um gerúndio. Um exercício contínuo de vá lá econtinua e mais um bocadinho e outra vez, tenta/acredita outra vez. E sempre, sempre, aquela frase que ficou não se sabe de onde: também isto vai passar. Tudo vai. Com o vento. Com a água. Com o tempo. O que nos eleva e nos exalta. O que nos atira ao chão ou nos deixa para trás. Cada uma das nossas alegrias esfuziantes e sonoras. Cada um dos silêncios. Os que compreendemos e que não fazem barulho cá dentro. E os que são lugares cheios de perguntas sem respostas porque às vezes é mesmo assim: não há resposta nenhuma.»

*

desta semana*



#da dor dos outros que é nossa

foi estranho seguir em frente depois da tragédia que aconteceu em Pedrógão Grande. foi estranho continuar com a nossa vida, com as nossas rotinas, com os nossos sonhos, com os nossos planos, com as coisas de todos os dias, quando na vida de tantas pessoas o mundo desabou e não voltou mais a ser igual.
ninguém consegue sentir as dores que os outros sentem. mas todos podemos ajudar a curar, a cicatrizar, a dar a mão para levantar.

# das batalhas que se ganham com silêncio

todos nós enfrentamos lutas e batalhas que ninguém sabe. todos nós temos dias em que sorrimos por fora e dói tudo por dentro. todos nós temos medos, montanhas e fantasmas para superar, guerras no lado de dentro que nos fazem doer mas que, também, nos fazem crescer.
todos nós temos dias em que a única coisa que precisamos de ouvir é silêncio. e respeito.
a história de cada um não é a história de todos. ponto final.

# tantas  vezes o óbvio é tão simples que (nos) confunde.

«O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite (...)
É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.» | josé saramago | 

» créditos imagem | her simplicity

espírito de sexta-feira*



quinta-feira, 22 de junho de 2017

para ti que estás a recomeçar*


junho de 2013. 
naquele dia tracei aquele que seria O plano. tive a ''sorte'' de ter ao meu lado as melhores pessoas.  juntei certezas, sacudi nuvens cinzentas e avancei. lutei tanto, mas tanto para chegar aqui. conheci-me no melhor e no pior. encontrei-me. acreditei em mim, confiei em mim, inspirei-meno caminho que fiz até aqui. 
em muitos momentos, em que nada parecia acontecer, optei pelo silêncio. a vida ensinou-me que reclamar do tempo, da falta de tempo, dos problemas e das pessoas más não me leva para a frente. e que quando não sei o que fazer, devo não fazer nada. o verbo certo chama-se esperar. a vida leva, mas a vida também traz.
e então, quando tudo estava (ainda) meio em desequilíbrio, aprendi que somos nós que precisamos de ser o nosso ponto de partida, o nosso recomeço. aprendi, também, que as dores precisam de ser respeitadas, entendidas não como um estado, mas como um processo. há mudanças que não são fáceis, mas precisam de ser feitas.   
junho de 2013. e o melhor estava mesmo para vir. - -

» créditos imagens | unsplash

amén*






* nem agradar a todos.

terça-feira, 20 de junho de 2017

parar*

é o momento de parar, de virar a ampulheta ao contrário e (só depois) voltar a pôr a vida a andar. é o momento de não duvidar que a força vai chegar, que este mar que trazemos nos olhos vai ajudar a curar. é o momento de não duvidar que o coração vai voltar a acreditar, que a fé nos vai resgatar.
porque em todo o caos, em toda a tormenta, em todos os caminhos confusos haverá sempre uma pequena esperança a que nos podemos agarrar. e o coração a bater, pronto para o que a vida trouxer, é a maior prova de que no mundo nem tudo é a perder. 


» créditos imagem | unsplash