quarta-feira, 10 de maio de 2017

para quê complicar

acordei às 6h30 e fui para a cozinha preparar o pequeno-almoço. a esta hora a minha casa oferece-me sempre um silêncio absolutamente necessário para a minha felicidade. há quem o ache incómodo, constrangedor, chato, sem vida. eu, preciso dele como ar para respirar.
arrumei a loiça que tinha ficado no escorredor, tirei a roupa da máquina, deixei a mesa pronta, tomei banho, vesti-me, comecei a acordá-los, saí com o Sal, fiz a minha meia hora de meditação activa, agradeci o dia, o que foi, o que veio, a sorte de ter acordado com saúde e energia.
há um tipo de felicidade que nada tem que ver com uma vida perfeita. é o sentir que hoje, aqui e agora, tudo o que podia estar certo, está. e este é um estar que preenche tudo, que transmite a certeza de que – hoje – não me falta mais nada. 
dou por mim todas as manhãs a fazer as coisas que sempre fiz. e a agradecer por isso.