sábado, 3 de janeiro de 2015

Uma espécie de manifesto

Gosto de acreditar que a vida é mais do que uma mera sucessão de acasos, de coisas que acontecem sem que nada o previsse, de coincidências nas quais não acredito.
Gosto da minha vida normal, de amar o sol do Alentejo, de ter sempre tempo para quem mais amo, de ter aprendido a gostar do conforto das rotinas, de inventar novas rotinas, de saber de cor as "falas" dos filmes que o meu filho adora e de ter aproveitado cada minuto do tempo todo em que o Martim teve o tamanho certo do meu colo.
Gosto da certeza segura de que por cada porta que se fecha, abre-se uma janela de par em par.
Gosto de música, de alinhar pensamentos em palavras, gosto de de viagens e de silêncio.
Gosto de pessoas com coragem e fé em si mesmas.
Gosto de pessoas generosas. Admiro muito pessoas generosas.
Gosto de me sentir em casa nos longos abraços da minha mãe e do meu pai.
Gosto de ter tido a sorte grande de ter uma irmã.
Gosto de ter tempo para mim, de cuidar de mim e de gostar de mim. Gosto de mim.
Gosto muito de ser mãe. Gosto muito de ser ‘mãe do coração’. Gosto muito de ter tido a sorte de encontrar um Amor bonito e generoso. 
Gosto de ser apaixonada pela ideia de poder envelhecer ao lado da minha pessoa favorita.
Gosto de recomeços. E gosto de acreditar que esta é uma liberdade única, a de poder recomeçar onde, quando e como quiser.